Eu tenho passado muito mal do estômago ultimamente e isso está começando a encher o saco e a me preocupar também. Eu sei que 90% é culpa minha, pois eu adoro comer um monte de tranqueiras, mesmo sabendo que tudo me fará um mal horrendo depois. Mas agora eu sinto que a coisa está se agravando e que está na hora de fazer algo pra melhorar antes que eu morra por culpa de uma úlcera.

Hoje, pela segunda vez em menos de 1 mês, eu acordei e resolvi tomar o mesmo café da manhã de sempre. Café com leite e torradas. Sentei em frente a TV e deixei que o leite quente aquecesse meu corpo gelado enquanto saboreava cada pedacinho da torrada com manteiga. Mas então, ao acabar de comer, veio aquela ansia desenfreada e em menos de um minuto, lá estava eu no banheiro conversando com o Senhor Hugo. Da outra vez que isso aconteceu, eu consegui controlar a sensação e acabou passando rapidamente, mas hoje foi intenso e não consegui conter a força alienígena que surgiu dentro de mim.

Eu espero que não seja nada demais, que eu vá ao médico e acabe descobrindo que tenha alguma intolerância a lactose ou algo do gênero mas é claro que enquanto eu não descobrir, ficarei tentando fazer milhares de diagnósticos que me deixarão com mais medo ainda.

E eu também gostaria de pedir as pessoas que seguem meu blog que me mandem seus emails, infelizmente não tenho contato com todos vcs então essa é a única forma de pedir. O motivo é que o blog passará a ser privado e gostaria de enviar o convite para que vcs possam continuar lendo.

Au Revoir!
Ultimamente eu ando numa fissura fora do comum por doces, e não por qualquer doce, tem que ser aqueles que ardem a goela de tão doces. E já ouvi diversos comentários a respeito, tais como: tá buxuda. Vai no médico porque tá diabética. É falta.

A realidade é que sempre fui uma formiguinha, mas não nego que quando estou mais down, os doces viram minha válvula de escape. É exatamente como nos filmes: pego meu potinho de sorvete, de Nutella ou de qualquer coisa que possua mais de 1000 calorias por colher, sento no sofá e me acabo. Quando dou por mim, já comi metade sozinha.
O engraçado é que não tenho vontade de comida em si, a prova disso é que sempre como pouquíssimo no almoço, minha eterna fraqueza são os doces. E pela quantidade de porcarias que como diariamente, não sei como ainda não virei uma porpeta ambulante. As vezes, acabei de comer uma barrinha de chocolate, mas ao passar em frente a alguma loja com aquele monte de doces maravilhosos expostos na vitrine, eu não resisto e acabo comprando um, cujo sequer consigo comer inteiro, porque chega um momento em que nosso organismo simplesmente não aguenta mais uma miligrama de açucar.

O problema, além do peso, é que sempre acabo passando mal depois com uma enxaqueca horrenda ou com uma dor de estômago digna de suicidio, mas mesmo diante dessa consequência dolorosa, eu não consigo resistir. Após as crises, sempre virei pras pessoas e disse que ia começar a ingerir menos doces em prol da minha saúde, porém, dois dias depois, lá estava eu novamente em frente a loja da Cacau show, salivando ao ver todas aquelas trufas.

Há momentos em que estou assistindo TV ou mexendo no computador e então a vontade vem, como uma tsunami, e aí eu levanto, vou a cozinha e tenho vontade de morrer quando abro o armário e não vejo nada além de saquinhos de suco Clight. Respiro fundo e começo a pensar em uma alternativa, já que sair de casa é fora de cogitação por culpa da preguiça. Então, a um metro de mim, avisto uma lata de leite condensado. A pego e misturo um pouco com chocolate em pó e mando ver. Pareço uma criança se lambuzando. É engraçado, pra não dizer outra coisa.

Enfim, eu sou uma pessoa que já foi muito neurótica com os números na balança. Haviam semanas em que eu calculava todas as calorias que comia e que passava vontade porque não queria engordar, porém, cheguei em uma fase da minha vida em que eu sei que não sou saradona e magrinha e que provavelmente nunca serei, mas agora como sem dó, afinal, de que adianta a gente ficar se privando de todas essas maravilhas se daqui a alguns anos iremos todos pra baixo da terra pra sermos devorados por um monte de larvas?

E viva os doces!
"Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência..."

(Clarice Lispector)
Apesar da semana ter começado completamente diferente do que eu esperava e gostaria, há sempre as pequenas coisas.

Ontem, mesmo sem vontade, acabei indo dar uma volta depois da minha aula, fui no Frans Café, uma cafeteria que costumava ir semanalmente quando ainda estava no meu antigo trabalho. Sentei por lá, sempre em boa companhia e enquanto bebia um chocolate quente delicioso, fiquei olhando ao redor, pensando na vida, vendo os casais ou aquelas pessoas que resolvem ir até lá sozinhas só pra desfrutarem do ambiente agradável que eles proporcionam.
Antes da noite acabar, ainda fiquei feliz por ter sido presenteada com um bombom e entrei no carro me sentindo renovada, com aquela sensação de que o mundo pode estar prestes a acabar, mas sempre haverão momentos simples que farão com que a gente se sinta vivo novamente.

Uma boa semana pra todos, espero que a minha continue boa como está.
Esse fim de domingo me fez pensar no quanto sou boba as vezes. Eu sempre me preocupo tanto com o bem estar alheio que por centenas de vezes abdico de minhas próprias vontades e/ou necessidades só pra ver alguém sorrir, esse é um grande mal do pisciano, nunca pensar em si mesmo. Mas o fato de não pensarmos em nós mesmos não significa que não ficamos tristes quando temos a sensação de que o que nós queremos nunca é compreendido e alcançável.
Apesar de uma pessoa medrosa, eu sempre tive o sonho de morar sozinha. De acordar de manhã, colocar o shortinho jeans e aquela camiseta velha com o logo da faculdade que só uso em casa e dar um pulinho na padaria do japônes na esquina só pra comprar pão de queijo e bolo de cenoura com cobertura de chocolate. E depois voltar pra casa, sentar na frente do meu notebook, colocar uma música e me deliciar com uma xícara de café com leite enquanto dou risada com as coisas que minha amiga escreve ou preparo as aulas dos meus alunos. Aproveitar aquele silêncio gostoso da manhã enquanto o sol invade a sala pelas frestas da persiana e reluz no vidro da mesa.

Eu sempre fui meio individualista e solitária. Não que eu não goste de pessoas e de estar perto delas, mas adoro aquele momento em que eu possa ficar sozinha comigo mesma, sem ter os meus pensamentos interrompidos por alguém que entra em um cômodo gritando ou reclamando ou que ligue a televisão em um volume insuportavelmente alto que te obriga a ouvir mais uma vez aquela mesma notícia que já está batida.

Por muitas vezes eu achei que fosse anormal, vejo tanta gente que adora barulho, muvucas e eu nunca fui assim, sempre fiz o que pude pra me manter longe disso tudo. Mas hoje não me importo mais, anormal ou não, ficar sozinha as vezes é o que me deixa feliz, é como se essa fosse a única forma de colocar a minha cabeça no lugar e renovar as energias.

Ontem na minha aula da tarde, o tema da unidade do livro era caridade. E enquanto discutíamos o assunto, eu lembrei de uma história.

Há um tempo atrás, resolvi juntar algumas cestas básicas pra levar a um orfanato. Depois de conseguir três, as coloquei no carro e fui até lá. Ao chegar, vi que estava tendo algum tipo de festa com as crianças. Haviam alguns palhaços, mágicos e muita risada. Deixei as cestas em uma sala onde colocavam todas as doações e voltei para o carro.
Cerca de um minuto depois, um menininho de uns 7 anos bateu no vidro da janela do carro, eu a abri, e mesmo com sua boca toda suja de bolacha, ele abriu um sorriso imenso e perguntou "Tia, posso te dar um beijo?", eu sorri, escondendo a vontade de chorar e respondi "Claro", o menininho se inclinou na janela e deu um beijo estalado na minha bochecha e depois saiu correndo pra se juntar novamente as outras crianças que pulavam e riam com os palhaços.

Fiquei alguns segundos parada ali, olhando para todas aquelas crianças minúsculas correndo pra lá e pra cá e pensei que sempre reclamamos tanto da nossa vida, nunca estamos contente com o que temos, com nossos empregos, escolhas e etc. e em compensação, centenas de crianças que sequer sabem o que o futuro as reserva, brincam e se divertem como se não houvesse amanhã.

It's definitely something to think about...
"If I should stay
I would only be in your way.
So I'll go but I know
I'll think of you
Every step of the way.

And I will always love you.
I will always love you.

You,
My Darling you..
Bitter sweet memories,
That is all I'm taking with me.
so goodbye, please don't cry.
We both know I'm not what you, you need.

and I will always love you.
I will always love you.

I hope life treats you kind
And I hope you'll have
All you dreamed of.
and I do wish you joy
And happiness.
But above all this, I wish you love.

And I will always love you.
"

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.

Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.

Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.

Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.

(Caio Fernando Abreu)

Enviado por Robson Assis

Essa semana foi definitivamente como uma daquelas provas que os alistados passam ao entrarem pro exército. E foi uma prova tanto pra mim, quanto para o meu pobre carro.

Eu sou completamente distraída, isso é um fato, e sempre tive o hábito de querer fazer tudo ao mesmo tempo. As vezes uso o computador, preparo minhas aulas, ouço música e falo ao telefone, tudo simultaneamente, mas nessa semana finalmente aprendi como é perigoso querer dar uma de multitasker enquanto dirijo. Na quarta-feira, fui trabalhar e me deparei com um daqueles trânsitos que te fazem perguntar porque diabos vc ainda não se mudou da cidade maldita na qual mora - mas isso é assunto pra um outro post - então, na esperança de fazer aquela viagem a 10km/h um pouco menos revoltante, peguei o celular para encher o saco alheio e foi aí que o farol abriu e o carro da frente resolveu demorar um pouco mais pra sair (claro que era uma mulher dirigindo) e eu, ao invés de esperar, inconscientemente quis passar por cima dele, mas como diz a física "Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço" e com o som do bum, voltei do meu "Fantástico mundo de Karina" e vi que tinha feito merda.

Eu e a mulher estacionamos em duas vagas próximas a nós, e nos poucos segundos que levaram até que eu puxasse o freio de mão, já imaginei alguém saindo do carro gritando feito louca, me puxando pelos cabelos e xingando até a minha nona geração, também imaginei um amassado fodido que iria me custar todo o salário dos próximos meses. Negativa, eu? Impressão sua!
Mas enfim, desci do carro com o coração a mil, e para o meu deleite, vi que não havia feito nada no parachoque do meu carro e que no outro o dano também tinha sido zero. A mulher me olhou e disse educadamente que foi só um susto e nada mais e me sentindo mais tranquila, continuei a minha viagem que agora seguia a 20km/h.

E para provar que sou completamente distraída e que quase nunca presto atenção nas coisas, fui descobrir três dias depois - THREE FUCKING DAYS - que o escudo com o símbolo da Chevrolet que tinha na parte da frente do carro, caiu. E olhem que depois da batida eu cheguei a parar o carro em outro lugar pra fazer uma vistoria minuciosa na região que havia batido. #FAIL

E, no sábado fui ver o namorado como de costume e ele resolveu retestar a lei da física e foi assim que o retrovisor do carro virou história, e nos foi provado que não é possível fundir um retrovisor a um poste, por isso, ponto para Isaac Newton!
Mas, depois de uma "panela de pressão" explodida e de todo o estresse, o carro foi consertado e os problemas resolvidos, agora só falta levá-lo - e a mim também - a um centro umbanda pra um banho de descarrego.

Comida japonesa: R$27, conserto do carro: R$137, tomar dois shots de vodka e ouvir que tudo ficará bem: não tem preço.