Hoje cheguei a conclusão de que eu deveria ser proibida de entrar em shoppings. É incrÃvel como as mulheres sempre vão até eles com um propósito e depois de chegar lá, acabam entrando em mil lojas e gastando mais do que poderiam em um único dia.
E apesar de detestar comprar roupas, pelo simples fato de que olhamos aquela peça no manequim e pensamos "Uau, que maravilha", mas então, quando a experimentamos, nos sentimos como um botijão de gás encapado, eu tenho que admitir que é terapeutico. Mulheres geralmente compram roupas já imaginando onde as usarão, a reação das pessoas ao vê-la e por aà vai, há todo um ritual doentio por trás de uma simples peça de roupa.
Mas a melhor parte do dia definitivamente foi quando num surto momentaneo, tirei o chip do meu celular e o joguei pela janela do carro. Eu sei, eu sei, um chip leva 90.000 anos pra se decompor, que péssima forma de preservar a natureza. E agora o mundo está perdido, depois da centésima tentativa de comprar um chip da TIM, finalmente consegui, e agora poderei azucrinar a pobre da Sandra a hora que quiser e de graça. Isso soou meio stalker, né? Mas a história do chip me lembrou de um episódio. Antigamente, logo quando se tornou possÃvel gravar cds nos computadores, eu e minha mãe, deslumbradas com o avanço da tecnologia, comprávamos centenas deles, porém, demoramos a aprender como fazer pra gravar o cd corretamente, com isso, várias cobaias eram estragadas na tentativa e depois, como duas loucas, abrÃamos a janela do quarto dela e apostávamos quem conseguiria fazer o cd chegar mais longe e o arremessávamos. Por anos e anos depois, a gente olhava pela janela e ainda via aqueles disquinhos brilhando no chão. Bons tempos.
E também, os comentários do blog serão desativados por algum tempo, tem pessoas que simplesmente não sabem a hora de parar e que não se tocam, então, além dos chips do celular, essa será mais uma mudança, mas por tempo limitado.
Obrigada por quem ficou do meu lado hoje, há atitudes e momentos que simplesmente nunca serão esquecidos.
Queridos leitores, por motivos de força maior, passarei a inutilizar esse blog. Eu inicialmente pensei em deletá-lo, mas dá uma pena imensa ter que jogar no lixo textos que retratam momentos marcantes da minha vida, então o deixarei aqui aberto, apenas não o utilizarei mais. Mas, como não consigo deixar de escrever as babaquices do meu dia-a-dia, abrirei um novo e passarei o link para quem quiser continuar me acompanhando.
Infelizmente há momentos em que nós temos que tomar decisões e agir para que possamos nos libertar do passado e encontrar um novo caminho pra seguirmos. Eu sei que talvez seja uma atitude drástica e desnecessária, mas só eu me conheço bem o suficiente para saber que drástica ou não, é o que eu preciso fazer pra encerrar um ciclo da minha vida.
Há tantas pessoas que "deletam" blogs o tempo todo e recomeçam em outro, porque não posso ser uma delas? E, quando a poeira finalmente baixar, talvez eu volte a escrever aqui, ou não.
Infelizmente há momentos em que nós temos que tomar decisões e agir para que possamos nos libertar do passado e encontrar um novo caminho pra seguirmos. Eu sei que talvez seja uma atitude drástica e desnecessária, mas só eu me conheço bem o suficiente para saber que drástica ou não, é o que eu preciso fazer pra encerrar um ciclo da minha vida.
Há tantas pessoas que "deletam" blogs o tempo todo e recomeçam em outro, porque não posso ser uma delas? E, quando a poeira finalmente baixar, talvez eu volte a escrever aqui, ou não.
C'est la vie!
Fame - Remember my name
Ontem enquanto eu mudava os canais na televisão, parei em um que passava o filme Fame, e a música principal do filme me lembrou que quando eu e minha irmã tinhamos uns 10 anos, haviam alguns dias em que minha mãe dizia que era hora de malhar. Ela afastava a mesinha de centro da sala e colocava essa música do filme no rádio e nós três ficavamos pulando sem parar, fazendo polichinelo, rodopiando, cantando. Era nosso ritual semanal, e lembrar disso me deu uma saudade imensa daqueles tempos de criança. Em que nada mais importava do que a hora da "malhação".
Quando criança, eu até que não aprontava tanto. Tive um amigo e um cachorro imaginário, eu parecia uma retardada andando com a mão erguida como se segurasse uma coleira, eu até conversava com eles, pois é. Já fui aspirante de "marceneira", pegava a caixa de ferramentas do meu pai, um monte de cabos de vassoura e tentava inventar alguma coisa, mas acabei vendo que era difÃcil demais e desisti da idéia. Já tentei ajudar minha mãe a cozinhar e jogava feijão crú dentro de uma panela cheia de feijão cozido. Achei as fitas de video pornô que meu pai escondia no guarda-roupa e as assistia sem entender nada. Sai de casa sem avisar no meio da tarde só pra ir até um condôminio de prédios buscar um filhote de gato (isso me rendeu uma surra e tanto). Eu quis fazer uma colônia de formigas e as prendia dentro de uma peça de lego com papel filme e grama, depois de um tempo eu ia checá-las e chorava por vê-las mortas. Eu tive um Fofão e uma boneca da Xuxa e os detestava, pois ouvia aquelas histórias famosas de que esses brinquedos eram possuÃdos por demônios. Me diziam que havia uma faca dentro do Fofão que ele usava durante a noite pra matar as crianças e eu, morrendo de medo, peguei uma tesoura e o rasguei inteiro pra tentar encontrar a faca, mas claro que não encontrei, minha mãe, por fim costurou o boneco e deu pra empregada que tinhamos na época. A boneca da Xuxa teve o mesmo destino depois que a arremessei pela janela do quarto achando que seus dedos virariam minhocas e que ela roubaria a minha alma.
E conversando sobre infância com a minha mãe, ela me disse que era uma praga, destruia tudo o que via pela frente. Uma história que ela me contou é que ela resolveu fazer um experimento. Pegava as formigas no chão, subia em uma cadeira, erguia o braço no alto, as soltava e então descia correndo e as encontrava caminhando normalmente, ela não entendia e não se conformava com o fato de que a formiga caia daquela altura e não morria. Outra história, e provavelmente uma das melhores, ela e meu tio tinham ganhado um balão de gás hélio, mas brincar com o balão como uma criança normal não era suficiente, ela resolveu pegar um fósforo e acender próximo a ele pra ver o que acontecia e eis que, o balão estourou, torrando os cÃlios e as sobrancelhas tanto da minha mãe quanto do meu tio. Ela disse que minha vó entrou correndo na sala assustada depois de ouvir o estouro, mas minha mãe com a cara toda vermelha e queimada, dizia "Nada mãe, ele soltou um pum".
Simply the best.
Ontem enquanto eu mudava os canais na televisão, parei em um que passava o filme Fame, e a música principal do filme me lembrou que quando eu e minha irmã tinhamos uns 10 anos, haviam alguns dias em que minha mãe dizia que era hora de malhar. Ela afastava a mesinha de centro da sala e colocava essa música do filme no rádio e nós três ficavamos pulando sem parar, fazendo polichinelo, rodopiando, cantando. Era nosso ritual semanal, e lembrar disso me deu uma saudade imensa daqueles tempos de criança. Em que nada mais importava do que a hora da "malhação".
Quando criança, eu até que não aprontava tanto. Tive um amigo e um cachorro imaginário, eu parecia uma retardada andando com a mão erguida como se segurasse uma coleira, eu até conversava com eles, pois é. Já fui aspirante de "marceneira", pegava a caixa de ferramentas do meu pai, um monte de cabos de vassoura e tentava inventar alguma coisa, mas acabei vendo que era difÃcil demais e desisti da idéia. Já tentei ajudar minha mãe a cozinhar e jogava feijão crú dentro de uma panela cheia de feijão cozido. Achei as fitas de video pornô que meu pai escondia no guarda-roupa e as assistia sem entender nada. Sai de casa sem avisar no meio da tarde só pra ir até um condôminio de prédios buscar um filhote de gato (isso me rendeu uma surra e tanto). Eu quis fazer uma colônia de formigas e as prendia dentro de uma peça de lego com papel filme e grama, depois de um tempo eu ia checá-las e chorava por vê-las mortas. Eu tive um Fofão e uma boneca da Xuxa e os detestava, pois ouvia aquelas histórias famosas de que esses brinquedos eram possuÃdos por demônios. Me diziam que havia uma faca dentro do Fofão que ele usava durante a noite pra matar as crianças e eu, morrendo de medo, peguei uma tesoura e o rasguei inteiro pra tentar encontrar a faca, mas claro que não encontrei, minha mãe, por fim costurou o boneco e deu pra empregada que tinhamos na época. A boneca da Xuxa teve o mesmo destino depois que a arremessei pela janela do quarto achando que seus dedos virariam minhocas e que ela roubaria a minha alma.
E conversando sobre infância com a minha mãe, ela me disse que era uma praga, destruia tudo o que via pela frente. Uma história que ela me contou é que ela resolveu fazer um experimento. Pegava as formigas no chão, subia em uma cadeira, erguia o braço no alto, as soltava e então descia correndo e as encontrava caminhando normalmente, ela não entendia e não se conformava com o fato de que a formiga caia daquela altura e não morria. Outra história, e provavelmente uma das melhores, ela e meu tio tinham ganhado um balão de gás hélio, mas brincar com o balão como uma criança normal não era suficiente, ela resolveu pegar um fósforo e acender próximo a ele pra ver o que acontecia e eis que, o balão estourou, torrando os cÃlios e as sobrancelhas tanto da minha mãe quanto do meu tio. Ela disse que minha vó entrou correndo na sala assustada depois de ouvir o estouro, mas minha mãe com a cara toda vermelha e queimada, dizia "Nada mãe, ele soltou um pum".
Simply the best.
Eu não sou fanática por Lady Gaga, mas tenho que admitir que sempre que ouço essa música e outras dela, começo a me chacoalhar dentro do carro, ela imediatamente espanta qualquer pensamento destrutivo e o substitui por uma pomba-gira.
Lady Gaga - Judas
Lady Gaga - Judas
Arrisco dizer que os últimos 3 dias foram simplesmente demais.
Sexta-feira, acordei bem cedo pra ir trabalhar e depois do almoço, fui convencida a ir ao cinema no meio da tarde pra assistir ao Kung Fu Panda 2 em 3D, a princÃpio não curti muito a idéia pois o filme era dublado e porque também sabia que pela sessão ser as 15h, estaria abarrotada de crianças, mas com a promessa de que "Ia ser divertido", fui. E não é que foi mesmo? É como dizem, não importa o local em que vc esteja, o que realmente importa é a compania. Nunca acreditei muito nesses ditos populares, mas essee se fez verdadeiro nesse dia. Eu achei que fosse ficar emputecida com aquelas crianças hiperativas, que não paravam de falar e zanzar pra lá e pra cá, mas, foi exatamente o contrário, fiquei sentada lá, me esbaldando com um balde imenso de pipoca e rindo dos comentários que me eram feitos durante o filme, por 1:30 eu me senti criança de novo, foi ótimo.
Iamos comer fondue depois, mas estava tão cansada por não ter dormido muito no dia anterior que resolvi adiar e então voltei pra casa, com direito a escolta. Ao abrir a porta da sala e ver aquela casa escura, silenciosa, pensei "Fodeu, não vou conseguir ficar aqui sozinha", e acho que meu pavor ficou estampado no meu rosto, porque até me ofereceram compania para que eu não tivesse que encarar o bicho-papão sozinha, mas eu não ia me sentir confortável por pensar que alguém deixaria de dormir na sua cama quentinha só porque sou uma cagona, então optei por encarar o meu medo, embora eu soubesse que a minha escolha me renderia uma noite longa.
E Murphy resolveu depositar uma lagartixa bem no meio do corredor, contando que eu a veria apenas quando já estivesse sozinha, mas sinto-lhe informar Sr. Murphy, que seu plano falhou. Assim que entrei, vi aquele negocinho branco correr na parede e como uma pessoa nada escandalosa, soltei um puta grito e eis que o Chapolin colorado volta as pressas e com seus movimentos friamente calculados, consegue se livrar da vilã sem muito esforço. Depois de muita risada, trouxe meu travesseiro e cobertor pra sala e me alojei ali, sozinha, e fiquei ali deitada com o meu celular ao lado assistindo aos filmes do Telecine, em alguns momentos eu até acendia ao visor pra ver se estava ligado, e inconsciemente esperava que algo acontecesse, mesmo que no fundo eu sabia que nada aconteceria, até que o sono me venceu e acabei adormecendo.
Ontem, a claridade invadiu a sala logo cedo, o que acabou tirando completamente o meu sono. Olhei para o relógio, eram apenas 9 da manhã, estava um pouco triste por me dar conta de que mais uma vez, esperei em vão, mas dei de ombros e me levantei pra decidir o que comeria de café da manhã, tinha também baixado alguns filmes na internet pra poder assistir sozinha durante o dia e já ia me preparando pra longa maratona, mas, meu interfone tocou e fui surpreendida com um chocolate quente do Mc donald's e os deliciosos cupcakes da Padaria Brasileira. Foi bom ter uma compania pra afastar toda aquela esperança infundada que insistia em me rodear, pra me ensinar a ligar o notebook na televisão e pra assistir as comédias românticas mela-cueca comigo. E a noite eu finalmente consegui comer o meu tão desejado fondue, meus olhos brilhavam quando viam aquela panelinha com o sabor do pecado dentro dela, eu parecia realmente uma criança na mesa, derramando e me lambuzando de chocolate. Eu comi tanto que hoje acordei com o meu estômago do avesso, mas não importa. O que importa é que o feriado, que tinha tudo pra ser repleto de tristeza, acabou sendo infinitamente melhor do que eu esperava.
Há tantas pessoas que as vezes passam despercebidas por nós, mas que abdicariam de um sábado inteiro pra te dar um chocolate quente e assistir um monte de filmes chatos só pra poder te fazer sorrir um pouco, enquanto outras escolhem exatamente o oposto. Com essa constatação é que hoje, decidi que tirarei o dia pra fazer uma "faxina", é hora de deixar no passado o que quis ficar por lá. Agora só o que me importará é o meu presente e o meu futuro.
E, como tudo que é bom passa voando, o feriadão acabou. Mas pelo menos estou aqui escrevendo esse post feliz por não ter deixado que a melancolia me vencesse.
Esse feriado começou bom e ruim. Bom porque eu pude e ainda poderei rever pessoas que não via a séculos e ruim porque estou sozinha em casa até domingo e terei que combater o meu medo do bicho-papão na hora de dormir, será uma tarefa árdua, pra não dizer impossÃvel.
Deveria haver um disk-fobia, assim quando a pessoa tiver um ataque no meio da noite por culpa de algum medo, pode simplesmente discar o número e em poucos minutos alguém a la Chapolin colorado aparecerá em sua casa pra salvá-la dos seres que se escondem embaixo da cama e que querem engolÃ-la. Ou então, poderia haver um disk-compania, pra gente ligar e alugar uma pessoa pra dormir junto com vc, essa é mais interessante, hein? É, eu preciso de tratamento psicológico, eu sei.
Mas, planejo para passar o dia inteiro na rua fazendo tudo o que puder e não puder, assim quando voltar pra casa, estarei tão podre de cansada que dormirei em poucos segundos, ou então, aos leitores do blog, aceito doação de drogas e/ou qualquer coisa que me fará dormir como a bela adormecida.
Hoje é dia de comédia tosca no cinema com pipoca gigantesca (e dá-lhe gastrite) e depois fondue, parece até brincadeira que depois de uma eternidade, eu conseguirei matar minha vontade.
Mas atenção, se eu parar de postar nos próximos dias, é porque provavelmente fui abduzida pelo monstro do armário. Orem por mim, irmãos!
Deveria haver um disk-fobia, assim quando a pessoa tiver um ataque no meio da noite por culpa de algum medo, pode simplesmente discar o número e em poucos minutos alguém a la Chapolin colorado aparecerá em sua casa pra salvá-la dos seres que se escondem embaixo da cama e que querem engolÃ-la. Ou então, poderia haver um disk-compania, pra gente ligar e alugar uma pessoa pra dormir junto com vc, essa é mais interessante, hein? É, eu preciso de tratamento psicológico, eu sei.
Mas, planejo para passar o dia inteiro na rua fazendo tudo o que puder e não puder, assim quando voltar pra casa, estarei tão podre de cansada que dormirei em poucos segundos, ou então, aos leitores do blog, aceito doação de drogas e/ou qualquer coisa que me fará dormir como a bela adormecida.
Hoje é dia de comédia tosca no cinema com pipoca gigantesca (e dá-lhe gastrite) e depois fondue, parece até brincadeira que depois de uma eternidade, eu conseguirei matar minha vontade.
Mas atenção, se eu parar de postar nos próximos dias, é porque provavelmente fui abduzida pelo monstro do armário. Orem por mim, irmãos!
Essa não foi tão difÃcil de escolher. Eu particularmente não sou muito fã de Legião Urbana e Renato Russo, mas essa música em especial sempre foi o meu mantra diário. Toda vez que me sentia triste, a ouvia e a letra fazia com que eu me sentisse melhor, e de tanto ouvÃ-la, agora a conheço de cor de salteado.
Renato Russo - Mais uma vez
"Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar"
Renato Russo - Mais uma vez
"Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar"
Como dormir é pros fracos, cá estou eu escrevendo mais um post as 7 da manhã. Ontem eu tive um dia...cômico. Tive que quase madrugar pra poder ir até a clÃnica fazer a endoscopia que havia agendado. Tive que levar a pobre da minha mãe junto, pois é obrigatorio um acompanhante para o exame. Então, fomos eu e ela, com um sono épico, caras amassadas, e aquele mau humor básico.
Ao chegarmos na clÃnica, fomos rapidamente atendidas. O médico me chamou pra uma salinha pequena com uma maca e alguns equipamentos ao lado, não era a primeira vez que eu fazia endoscopia, mas tinha ficado traumatizada depois da minha última experiência em que a enfermeira aplicou o sedativo na pele ao invés de na veia. Consequência? Uma hematoma preta com 20 cm de extensão por mais de 1 mês. Mas, o senhorzinho de cabelo branco de ontem era super simpático e aos poucos foi fazendo com que meu medo passasse. Ele explicou todo o procedimento e eu sorria e assentia com a cabeça quando na verdade queria dizer "Vai logo, porra", e então ele me deitou na maca, espirrou um remédio na minha garganta com aquele gosto delicioso que todos os remédios tem e aplicou o calmante na minha veia, Em poucos segundos, minha vista foi ficando turva e meu corpo amoleceu. A ajudante me virou de lado e depois disso, tudo foi um blank. Pois é, não me lembro de absolutamente nada. E depois, ao passar o efeito do calmante, minha mãe me contou das coisas que aconteceram após o exame, que cheguei até a conversar com ela durante o caminho de volta, que inclusive indiquei que ela pegasse uma rua, mas porra, eu não lembro de nada. 1 hora misteriosa da minha vida. Mas eu concluà que quero um brinquedinho daquele pra tomar em casa, imaginem que maravilha vc simplesmente injetar algo na sua veia e segundos depois, estar em Nárnia? Se algo do tipo fosse comercializado mais facilmente, eu provavelmente estaria dormindo agora e não postando esse texto completamente non-sense e boring.
E a noite, fui trabalhar e combinei de sair com uns amigos depois da aula. Porém, peguei o trânsito mais caótico EVER. Demorei 1 hora pra percorrer um trecho de 500 metros, que normalmente não levaria mais do que 5 minutos.
E amigos, ficar no trânsito é uma das coisas mais chatas do mundo. Eu olhava pra um lado, carros, pro outro, mais carros e sempre tem aquele babaca que fica buzinando. O motorista ao meu lado percorria as mãos pelos cabelos em demonstração de total impaciência, outros esfregavam os rostos ou recostavam a cabeça no banco e fechavam os olhos por alguns segundos. E eu? Bem, eu ouvi 900 vezes o mesmo CD da Lady Gaga, chegou em um momento em que eu estava quase arremessando-o janela afora. Haviam momentos em que eu sentia vontade de acelerar e arriscar um strike, em outros, eu tinha vontade de abrir a porta do carro e sair correndo gritando, mas fiquei sentada ali batucando o volante com os dedos e me distraindo com a internet do celular. No fim, cheguei em casa pra lá de irritada, acabei não saindo com os amigos e ainda tive uma madrugada que rotularei de "Blá".
Durante a madrugada, acredito que alguns pingos tenham sido colocados nos is, ou não. Mas então, antes de escrever o post, me chateei ao ver que não levou nem 24 horas pra que meu pedido fosse ignorado. AÃ, eu me pergunto, porque?
Agora é hora de aproveitar o feriadão e deixar o que nos aflige pra trás. Pretendo ir ao parque Ibirapuera pra andar de bicicleta e comer algodão doce, finalmente comer e me lambuzar com fondue de chocolate e assistir a uma comédia qualquer no cinema com muita pipoca e manteiga.
Anyway, have a nice holiday, guys.
Ao chegarmos na clÃnica, fomos rapidamente atendidas. O médico me chamou pra uma salinha pequena com uma maca e alguns equipamentos ao lado, não era a primeira vez que eu fazia endoscopia, mas tinha ficado traumatizada depois da minha última experiência em que a enfermeira aplicou o sedativo na pele ao invés de na veia. Consequência? Uma hematoma preta com 20 cm de extensão por mais de 1 mês. Mas, o senhorzinho de cabelo branco de ontem era super simpático e aos poucos foi fazendo com que meu medo passasse. Ele explicou todo o procedimento e eu sorria e assentia com a cabeça quando na verdade queria dizer "Vai logo, porra", e então ele me deitou na maca, espirrou um remédio na minha garganta com aquele gosto delicioso que todos os remédios tem e aplicou o calmante na minha veia, Em poucos segundos, minha vista foi ficando turva e meu corpo amoleceu. A ajudante me virou de lado e depois disso, tudo foi um blank. Pois é, não me lembro de absolutamente nada. E depois, ao passar o efeito do calmante, minha mãe me contou das coisas que aconteceram após o exame, que cheguei até a conversar com ela durante o caminho de volta, que inclusive indiquei que ela pegasse uma rua, mas porra, eu não lembro de nada. 1 hora misteriosa da minha vida. Mas eu concluà que quero um brinquedinho daquele pra tomar em casa, imaginem que maravilha vc simplesmente injetar algo na sua veia e segundos depois, estar em Nárnia? Se algo do tipo fosse comercializado mais facilmente, eu provavelmente estaria dormindo agora e não postando esse texto completamente non-sense e boring.
E a noite, fui trabalhar e combinei de sair com uns amigos depois da aula. Porém, peguei o trânsito mais caótico EVER. Demorei 1 hora pra percorrer um trecho de 500 metros, que normalmente não levaria mais do que 5 minutos.
E amigos, ficar no trânsito é uma das coisas mais chatas do mundo. Eu olhava pra um lado, carros, pro outro, mais carros e sempre tem aquele babaca que fica buzinando. O motorista ao meu lado percorria as mãos pelos cabelos em demonstração de total impaciência, outros esfregavam os rostos ou recostavam a cabeça no banco e fechavam os olhos por alguns segundos. E eu? Bem, eu ouvi 900 vezes o mesmo CD da Lady Gaga, chegou em um momento em que eu estava quase arremessando-o janela afora. Haviam momentos em que eu sentia vontade de acelerar e arriscar um strike, em outros, eu tinha vontade de abrir a porta do carro e sair correndo gritando, mas fiquei sentada ali batucando o volante com os dedos e me distraindo com a internet do celular. No fim, cheguei em casa pra lá de irritada, acabei não saindo com os amigos e ainda tive uma madrugada que rotularei de "Blá".
Durante a madrugada, acredito que alguns pingos tenham sido colocados nos is, ou não. Mas então, antes de escrever o post, me chateei ao ver que não levou nem 24 horas pra que meu pedido fosse ignorado. AÃ, eu me pergunto, porque?
Agora é hora de aproveitar o feriadão e deixar o que nos aflige pra trás. Pretendo ir ao parque Ibirapuera pra andar de bicicleta e comer algodão doce, finalmente comer e me lambuzar com fondue de chocolate e assistir a uma comédia qualquer no cinema com muita pipoca e manteiga.
Anyway, have a nice holiday, guys.
Essa é uma música completamente brega e que eu particularmente detesto, principalmente porque sou "obrigada" a ouvÃ-la todos os dias 25 de dezembro desde o lançamento do cd, em 1995. Mas, deixando o meu desgosto de lado, eu a cito aqui pois me lembra os Natais que passei na casa da minha falecida avó. Sempre iamos pra lá no dia 24 para o jantar de véspera e também para almoçarmos no dia 25.
Antes, durante a após a ceia de Natal, meu tio ligava o rádio e colocava um de seus CDS com músicas que só ele conseguia entender e gostar, então minha mãe, irritadiça com o péssimo gosto musical dele, dominava a área e em poucos minutos substituia o cd com 400 músicas em mp3 pelo da Simone, e aquelas músicas de Natal ecoavam pela sala durante toda a noite. OuvÃ-la hoje, mesmo detestando-a, me faz lembrar desse dia e de sentir uma falta imensa das horas em que passávamos sentados ao lado daquela imensa árvore de Natal, e sentir uma falta ainda maior de quando nossa avó pegava os pacotinhos embrulhados naquele papel reaproveitado de outros presentes, nós sempre abriamos um enorme sorriso, embora sabÃamos que mais uma vez, ela nos daria o mesmo presentes. As calçolas imensas e "espanta homens", uma caixinha com três sabonetes e um pijama que era ao menos 5 números maiores do que nosso tamanho normal. Ah, mas como eu gostaria de poder ganhá-los novamente.
Simone - Então é Natal
Antes, durante a após a ceia de Natal, meu tio ligava o rádio e colocava um de seus CDS com músicas que só ele conseguia entender e gostar, então minha mãe, irritadiça com o péssimo gosto musical dele, dominava a área e em poucos minutos substituia o cd com 400 músicas em mp3 pelo da Simone, e aquelas músicas de Natal ecoavam pela sala durante toda a noite. OuvÃ-la hoje, mesmo detestando-a, me faz lembrar desse dia e de sentir uma falta imensa das horas em que passávamos sentados ao lado daquela imensa árvore de Natal, e sentir uma falta ainda maior de quando nossa avó pegava os pacotinhos embrulhados naquele papel reaproveitado de outros presentes, nós sempre abriamos um enorme sorriso, embora sabÃamos que mais uma vez, ela nos daria o mesmo presentes. As calçolas imensas e "espanta homens", uma caixinha com três sabonetes e um pijama que era ao menos 5 números maiores do que nosso tamanho normal. Ah, mas como eu gostaria de poder ganhá-los novamente.
Simone - Então é Natal
Toda a vez que ouço essa música, imediatamente vejo o tempo voltar 9 anos, pra época em que eu me achava a "dark trevosa do mal" e passava as noites de sábado no Madame Satã, com o meu cabelo vermelho, as roupas e unhas pretas, os cortunos. E ficava lá até as 5 da manhã, só dançando e bebendo mais do que devia pra passar mal depois. Lembro que ainda existia aquele RG escolar amarelo que as escolas distribuiam e que eu e meus amigos, falsificamos um pra que minha irmã, que era menor de idade, pudesse entrar junto também. Foram bons tempos, e arrisco dizer que os melhores.
Annie Lennox - Sweet Dreams
Annie Lennox - Sweet Dreams
