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Sunday, November 29, 2009

Enjoy the silence

"Words like violence, break the silence. Come crashing in, into my little word. Painful to me, pierce right through me, can't you understand, oh my little girl

All I ever wanted, all I ever needed, is here in my arms. Words are very unecessary, they can only do harm"


Achei que as coisas melhorariam com o passar dos dias, mas não melhoraram. A semana inteira foi estranha, aquela sensação de falta de energia física e mental, eu não queria trabalhar ou sequer sair da minha bolha. Mas me obriguei a sair, não por mim - se dependesse de mim, eu ficaria ali pra sempre - mas pelos outros, eu sempre evitei ao máximo confrontos nos quais te questionam sobre o que está acontecendo. Eu detesto aqueles olhares analíticos, e não importa o quanto vc tente se explicar, o diagnóstico será sempre o mesmo: Louca. Inconscientemente, criei uma máscara, cuja me protege de qualquer investida indesejada de algum amigo e/ou familiar. Meus dias são na maioria das vezes sorridentes, embora por dentro, eu esteja em lamúrios.

Acredito que seja o fim do ano, eu realmente detesto essa época. A maioria das pessoas se preparam pras festas, comprando presentes, planejando viagens, ceias, ligando pros familiares na ansia de decidir na casa de qual infeliz o evento será esse ano. E eu...bem, sou basicamente dominada por uma onda de depressão, na expectativa de que tudo acabe tão rápido quanto começou. Eu queria poder dormir no dia 24 e acordar só em 2010, mas, infelizmente isso só acontece em filmes, então tenho que vestir a armadura e ir a luta, dia após dia. Não sei porque toda a aversão, talvez por ser um período de reflexão, em que repasso todos os acontecimentos do ano, geralmente só os ruins, rs.
Mas tentando pender pro lado otimista, eu preciso de uma reviravolta em minha vida, quem nunca cansou da mesmice e resolveu que é hora de mudar? O grande problema é que somos movidos pelo medo, o medo do desconhecido. É muito mais fácil aceitar o comodismo a ter que lutar contra ele e encarar os obstáculos a nossa frente. Medo sempre foi meu maior inimigo. Medo da exposição, das críticas e principalmente, do fracasso. Por muitas vezes me deparei com vários enigmas, optando sempre por ignorá-los a ter que erguer as mangas pra desvendá-los. Mas eu realmente gostaria que ao menos uma vez, eu conseguisse agir impulsivamente, não dando ouvidos a vozinha que sussurra continuamente bem lá no fundo, me obrigando a ver apenas os contras de todas as situações.

Mudando de assunto, semana passada teve seu lado produtivo, consegui finalmente terminar o epilogo do meu livro. Ao escreve-lo, tentei ignorar minhas próprias barreiras e deixei as palavras fluirem...sem pudor, sem filtros. Me espantei com o resultado final, não acreditando que tudo aquilo viera de dentro de mim. Tenho certeza de que muitas pessoas também ficarão impressionadas ao lerem, por também não imaginarem que tudo aquilo se passa em minha cabeça. Ao reler as páginas inúmeras vezes, pensei em editá-las, mas não irei, simplesmente porque um livro deveria refletir a alma de um escritor e não a falsa impressão que ele gostaria que os leitores tivessem.
Após quase 4 meses de constante transe enquanto escrevia, terminei minha "obra". Agora dei início a edição, modificando alguns parágrafos e palavras de forma que me agradem mais. Depois, tentarei traduzi-lo e quem sabe conseguirei realizar o sonho de vê-lo publicado. Nada é impossível, certo?

Bom, depois do post desabafo, tentarei dormir.
Mais uma semana começa, é hora de encorporar o personagem, subir as cortinas e dar início a mais um ato de nossas vidas.

Guten nacht.

Sunday, November 22, 2009

Emptiness?

Já é quase segunda-feira e obviamente não estou falando isso com entusiasmo, segunda é sinonimo de trabalho. É incrível como os dias que queremos que demorem mais acabam passando tão rápido quanto uma estrela cadente.

Vamos ao resumo do últimos dias.
Quinta-feira foi um dia especial, simplesmente porque tive o prazer de visitar a Sandra, com praticamente 20 dias de atraso, fui entregar-lhe seu presente de aniversário. Comemos feito as damas que somos - nada calórico - apenas uma Mousse de chocolate gigante que fazia minhas pupilas dilatarem de pura gula. E em meio a toda aquela comida extra light, rimos muito, relembramos alguns fatos do passado e também fizemos alguns planos para o futuro. Mas realmente espero por nosso café algum dia desses, temos apenas 3 anos de vida - antes de 2012, quero poder passá-los com pessoas que gosto, rs.

Na sexta haviamos - eu e alguns amigos do trabalho - planejado nos reunir na casa de alguém para assistir um filme, beber e entre outras coisas. A empolgação transformou-se em hesitação, simplesmente porque o filme escolhido fora "Atividade Paranormal", recentemente passei por um episódio nada agradável aqui em casa, portanto, o filme de fato não seria bem digerido. Mas, felizmente, a preocupação não se estendeu por muito tempo, os planos acabaram não dando certo. E pra não desperdiçar a bela noite de sexta-feira, resolvi sair pra comer as nove da noite e claro que, ainda na compania de pessoas importantes.
Pra variar meu cardápio rotineiro, optei pelo Pastel Bertioga, sempre ouvia milhares de elogios mas, nunca realmente havia me dado o trabalho de ir até o lugar, mas deveria, pois os pastéis são maravilhosos, custam os dois olhos da cara - talvez até um nariz ou uma boca - mas, vale a pena. As meras duas horas gastas ali foram além de ótimas, uma sensação de alegria me consumia constantemente, como é bom rir. Depois de me deleitar com trocentas calorias extras, voltei pra casa e passei o resto da noite lendo, só pra não perder o costume.

Meu sábado foi adrenalina pura, sai cedo de casa para encarar a aventura Lua Nova, minha sessão era apenas às 18:40h, mas, por já ter sido adolescente e fanática, eu tinha plena consciencia de que o shopping estaria dominado por meninas enlouquecidas. E ao chegar lá, vi que estava certa, quase dei meia volta ao me deparar com milhares de pessoas trombando umas com as outras, a multidão era tanta que nem o ar condicionado dava conta. Eu detesto lugares cheios, principalmente com centenas de adolescentes ansiosas, falantes, tirando fotos insinuantes com os cartazes do filme. Mas fiquei ali, não me deixando irritar pela loucura a minha volta, aguardando na fila - totalmente desorganizada - enquanto minha irmã me lançava olhares furiosos. Eu sou adepta do seguinte pensamento: Se está no inferno, abrace ao capeta, capisce?

O filme foi melhor do que eu esperava, com exceção dos contínuos murmurios e gritinhos vindos dos quatro cantos da sala. A história foi contada de uma forma bonita e tocante, em alguns momentos me obriguei a engolir os suspiros apaixonados que se formavam em minha garganta. A única coisa que infelizmente não mudou, foi a má atuação da Kristen Stewart (Bella), diferente dos outros atores do filme, ela nunca consegue expressar o que realmente a personagem estaria sentindo - triste ou feliz - a cara é sempre a mesma, péssimo. Mas, o restante do filme compensou, principalmente nos efeitos especiais. Embora agora eu sinta estar traindo - só um pouquinho - meu amor pelos vampiros, pois, depois de ver a ótima atuação dos lobos, a quedinha por eles foi inevitável, como diria minha irmã: Ê lá em casa, rs.
E pra encerrar a noite de ontem, fomos ao Bar do Bolinho, que me foi apresentado alguns anos atrás pela Sandra, e só é necessária uma palavra pra descrevê-lo: Divino.

Hoje, domingo, me recusei a sair de casa, decidi que passaria o dia em frente a TV e ao computador, inutilmente.
Terminei de ler outro livro, e, finalmente comprei meu Notebook, o terei em mãos terça-feira (espero), assim poderei migrar minhas "nerdisses" pra minha cama ao invés de passar horas sentada numa cadeira desconfortavel pra ler e/ou escrever.

Embora os três dias tenham sido bons a sua maneira, eu encerro esse domingo sentindo um enorme vazio, e é dificil admitir que esse vazio vem crescendo com o passar das semanas, mas eu sei que ele não será preenchido, meramente porque eu não permito isso, não propositalmente, há forças poderosas em algum lugar dentro de mim que me fecham de tal forma que nada consegue ultrapassar. I know my phone is going to ring after someone reads this, don't ask, don't make me admit it, you already know what I'm talking about.

Enfim, a noite está fresca e maravilhosa, embora eu saiba que logo mais o calor insuportável voltará, enquanto isso, aproveito a chuva e o uivo do vento pra me inspirar em minhas incessantes idéias pra contos e histórias.

That's all folks!

Friday, November 20, 2009

Addiction?

Por mera curiosidade, resolvi fazer uma contagem de quantos livros li nesse último semestre, vejamos:

Quinze - até agora, ainda restam 41 dias pro fim do ano. Mas até que não são muitos, apesar que, junto com eles, também escrevi meu próprio, infelizmente ainda não o acabei, os retoques finais estão sendo mais difíceis do que eu imaginava.

E obviamente já fiz uma lista dos proximos que pretendo ler. Antes de ontem, dei início a série Midnight Breed de Lara Adrian, depois, começarei a série Succubus de Richelle Mead, e também, a Black Dagger Brotherhood de J.R. Ward. Todas as 3 séries dão num total de aproximadamente 18 livros. Que delícia. Mas, como sou professora e desprovida de dinheiro, me darei um notebook de presente de Natal, assim, poderei baixar alguns livros pela internet ao invés de gastar 80% do meu salário altíssimo - cof cof - com eles.

Sim, sou viciada, psicótica e entre outras coisas que não vem ao caso, mas também sou eu quem paga minhas contas, então...fuck it.

Anyway, amanhã me deleitarei com Edward no cinema, e como diria mi madre: Ai desse filme se for ruim.

Have a nice weekend folks.
Bloody Kisses

Wednesday, November 18, 2009

Snarl like a dog

Eu sempre me questino sobre meu mau humor, mas tudo que vejo é um branco, já que a vida real não é como um filme em que as respostas batem a sua porta.
Mas há sempre o lado bom na história. Na maioria das vezes eu me corrôo em silêncio, evitando rosnar pra quem não tem culpa, mas infelizmente, em alguns momentos, as pessoas parecem não entender que é sábio manter distancia de quem está a beira de um ataque de fúria. Algumas pessoas com quem convivo de certo não tem ciência disso, fazendo com que eu exploda a linha tênue que existe entre controle e surto.

Vamos a um exemplo, sou professora de inglês e na maior parte da semana, dou mais aulas do que gostaria, enquanto o restante dos "instrutores" se deleitam com o sofá da sala dos professores por duas, três, as vezes até cinco horas seguidas. Por conta disso, as vezes chego em casa bufando, batendo a porta impiedosamente, não me importando com os suspiros desaprovados vindos de meu pai. Sigo direto ao meu quarto pra trocar de roupa, o ato acontece quase que em um piscar de olhos, tamanha a violencia com a qual eu arranco os jeans pretos e a baby-look desbotada. E claro que, tudo isso acontece sem que eu dirija qualquer palavra a meus pais ou irmã.
Então, vou a cozinha, abro o armário e fico a olhar as variadas embalagens de todos os estilos de junk-food que uma casa poderia ter, sempre tenho o hábito de "fazer uma boquinha" quando chego em casa do trabalho, não por fome, apenas por gula - meu pecado capital favorito. Não há nada melhor do que estimular a serotonina com uma enorme barra de chocolate branco. Por fim, vou para o meu quarto e sento no computador - minha valvula de escape - e deixo minha mente divagar enquanto ouço a um dos rocks que tanto adoro ou me perco na história do meu livro. Mas é ai, que minha mãe sempre surge na porta, quase que num ritual diário, e eu sei que ela consegue farejar meu mau humor a kilometros de distância, apenas pela diferença com a qual meus pés tocam o chão. Ela me fita com um olhar desafiador, como se ela soubesse que a bomba está na contagem regressiva pra explodir, porém, ao invés de me deixar em paz, ela me provoca. Ela murmura algo que meus ouvidos bloqueiam - geralmente quando estou em estado de semi-erupção vulcanica, eu me foco em bloquear tudo a minha volta e me prender em algo que me distraia. Mas com sua perseverança inacabável, ela continua a testar cada pinguinho da minha paciência, que obviamente evapora a cada segundo. E é então, para a surpresa dela - e minha também - que meu grito ecoa pelo quarto, escadas, condomínio e universo. Palavras afiadas escapam de meus lábios sem que eu possa filtrá-las, e atacam aquela que me deu a luz e me criou, ela se limita em apenas me encarar, muda e atônita. Com lágrimas nos olhos ela se vira e desaparece escada abaixo. Uma rápida sensação de relaxamento transcorre meu corpo, mas logo é substituida por uma onda de arrependimento, e num lampejo de consciência, percebo a bobagem que fiz.

Mas enfim, mudando de assunto. Acabei de ler todos os 3 livros que comprei semana passada, milagrosamente demorei pouco mais do que o normal para lê-los, embora ainda o tenha feito irritantemente rapido. Nem preciso dizer que aguardarei ansiosamente pelo lançamento da continuação e essa é definitivamente a parte que menos gosto, ter que esperar.
E odeio admitir que esses livros acabam comigo, é difícil encarar a vida real após passar horas e horas com Edward, Dimitri, Bones, Damon, Stefan... *suspiro*

Farewell readers

Wednesday, November 11, 2009

Fear of the dark

Eu dirigia para casa, após um dia extremamente irritante. Eram 22:10, eu ouvia a Wish you were here do Pink Floyd na Kiss FM, e de repente, tudo ficou preto. Os postes de luz se apagaram, assim como as luzes das casas ao longe. Pronto, era só o que me faltava, pensei, alterando o farol do carro para o alto, porque em meio a toda aquela escuridão, eu não enxergava a um palmo diante de mim.

Entrei no condomínio, as crianças corriam na rua, gritando, entretidas com a escuridão, é incrível como elas conseguem achar diversão em tudo, até mesmo nas coisas mais improváveis. Meu primeiro pensamento ao estacionar o carro foi como eu conseguiria me prevenir do ataque das baratas no escuro. Meu corpo tremeu ao pensar que várias "marronzinhas" com antenas gigantes me esperavam ao lado da porta do quintal, apanhei minha bolsa no carro e corri, pra que caso houvesse alguma na espreita, ela não ia ser rápida o suficiente pra voar em mim se eu corresse.
Entrei na sala, minha mãe tentava grudar algumas velas em pires enquanto eu xingava até minha nona geração. Porque a luz não acabou enquanto eu trabalhava? Murphy, claro, sempre meu melhor amigo.

Me troquei, com extrema dificuldade, levando em conta que apenas uma vela - que já estava quase no fim - iluminava o quarto, claro que minha irmã me acompanhou na minha trilha para o quarto, afinal, eu não ando sozinha no escuro "nem a pau". Essa aversão é apenas resultado de anos de filmes de terror e de leituras ainda piores. Enfim, apanhei meu livro, uma lanterna e voltei para a sala, onde a família se reunia. Me joguei no sofá, pensando no que diabos eu iria fazer, e como de praxe, deram-se inicio a algumas conversas assustadoras, automaticamente eu as ignorei - ou tentei ignorar, sabendo que a consequência seria uma noite como insone.

Os minutos foram passando, cada um seguia para sua cama e me deitei aconchegada no sofá, recusando-me a ficar sozinha em qualquer outro cômodo da casa. Minha irmã deitou ao meu lado e liguei a lanterna, apoiando-a em meu peito enquanto encostei o livro aberto entre minhas coxas. Felizmente, me envolvi tanto com a leitura que consegui desviar meus pensamentos do mundo real. Mas, foi durante uma pausa pra ir ao banheiro que notei o silêncio morbido que me rodeava. Minha irmã dormia no sofá, e minha mãe resolveu ir deitar com meu cachorro. Perfect.
Apanhei a lanterna e subi a escada até o banheiro mais próximo, meus pés tocavam os degraus de madeira que rangiam no ar, eu cantarolava algumas musicas em minha cabeça, tentando não dar atenção ao meu medo, mas meu coração acelerado não facilitava as coisas.

Voltei para a sala e as três velas distribuidas por ela já estavam quase no fim, assim como as pilhas da lanterna que eu segurava. Substitui as velas por novas, e voltei a me deitar no sofá, a chama da vela sobre a mesa balançava vagarosamente, sua sombra na parede dava a impressão de que um vulto se movia. Abri o livro novamente, ignorando o cenário a minha volta. E a luz da lanterna falhou, e outra vez eu estava a xingar todos as minha gerações.
Coloquei a lanterna e o livro na mesinha de vidro e apanhei meu celular, pluguei os fones de ouvido e selecionei algumas musicas relaxantes. Tirei meu oculos, deitei de bruço, tentando me sentir confortável, é difícil encaixar um corpo de 1,70 num sofá minusculo. As músicas lentas eram como tranquilizantes, me guiando a um transe. Mas, para a minha surpresa - ou não - o celular apitou, quando acendi o visor colorido, ele dizia "Bateria fraca". Puta que o pariu, pensei entre milhares de outros palavrões. Coloquei o celular de lado, quase arremessando-o e foi então que percebi que não haviam outras alternativas. Eu teria que encarar a escuridão. Os barulhos ao longe sussurravam em meus ouvidos, o sibilar dos morcegos, o vento suavemente uivando na janela, as patinhas do meu cachorro no piso de madeira. Fechei os olhos, me virava de um lado para o outro, esperando que em poucos minutos adormeceria, mas foi em vão, os sons que normalmente são desinteressantes, essa noite se tornaram apavorantes e ensurdecedores. E foi assim que, passei as próximas três horas, lutando contra meu medo, tentando dormir, o que só aconteceu as 5:20 da madrugada.

E agora estou aqui, parecendo um zumbi.

"Fear of the dark, fear of the dark
I have constant fear that something's
always near
Fear of the dark, fear of the dark

I have a phobia that someone's
always there

Have you run your fingers down
the wall
And have you felt your neck skin crawl

When you're searching for the light?

Sometimes when you're scared
to take a look
At the corner of the room

You've sensed that something's
watching you"

Monday, November 9, 2009

You are so beautiful. Exquisite.

Mais uma segunda-feira se encerra, não tão quente - Thank God - eu realmente não estava suportando todo aquele calor. Não conseguia nem respirar direito, sinceramente, eu me perguntava todos os dias, como alguém pode gostar do calor? Tudo bem, é uma estação alegre, em que algumas pessoas ficam mais dispostas, mas como sendo que meu corpo gruda e soa a cada movimento que eu faço? Impossível.

Anyway, meu fim de semana foi pacato. Acordei cedo no sábado como de costume, pra trabalhar. Ao olhar os nomes dos alunos no papelzinho reciclado, eu já sabia que a manhã seria longa. Mas felizmente, as horas acabaram voando, já era meio dia e eu estava feliz porque uma aluna resolveu ficar em casa dormindo e cancelou a última aula, mas, pro meu infortúnio, o painel apitou, anunciando que eu havia sido premiada com uma reposição, um aluno que provavelmente não tem vida, resolveu que deveria estragar a dos outros também. Não que eu realmente me importe, afinal, estou ali pra isso, mas foi ao me sentar a frente dele na sala de aula, que o ódio me dominou. Além de arrogante, o rapaz fazia o possível para falar com sotaque britânico, aquele que te ensinam numa escolinha na esquina da sua rua. E possivelmente na tentativa de me testar, ele resolvia misturar - em meio ao seu vocabulário pobre - palavras formais e mais complicadas, apenas sorri, enquanto pensava " Ah, quer falar difícil? Então vamos lá", e automaticamente meu inglês repleto de slangs e phrasal verbs metamorfoseou-se pra um rebuscado e impecável, o aluno me olhava confuso algumas vezes, franzindo o cenho e eu me limitava a sorrir, vitoriosa.
Mas, deixando os pesares de lado, me atrevi a passar algumas horas fora de casa, comi comida mexicana, mas obviamente que dessa vez escolhi com mais cautela, pra ter certeza de que não haviam "chilli beans" no meu burrito, eu + chilli beans = World war III.

Após o almoço nada calórico, resolvi ir pra casa, o calor insuportável e a barriga cheia me deixaram preguiçosa ao cubo. Sentei no computador e vasculhei entre os blogs que leio diariamente, foi então que encontrei a indicação de um livro, a sinopse e os comentários deixados pela blogueira atraíram minha atenção quase que instantaneamente, vi que não havia disponível o primeiro livro da série no site da livraria cultura e então resolvi baixa-lo na internet e me arriscar a lê-lo no pc, o que realmente detesto, mas a curiosidade falava mais alto.

O nome do livro é Night Huntress, narra a história de uma caçadora de vampiros, que meramente os mata para vingar a maldição vivida por sua mãe, que fora estuprada por um deles, o que gerou Catherine, uma half-breed, ela era meio humana/meio vampira. Durante suas aventuras noite afora em busca de vampiros, ela conhece Bones, sem saber que ele mudaria sua vida.
Bones é um vampiro inglês, experiente, com vários séculos em suas costas. Ele é extremamente sedutor, inteligente e não preciso nem dizer, lindo...ah, eu já disse que ele é inglês? Resumindo, ele sim seria provavelmente o homem que toda a mulher sonha. Deu até um calorzinho agora.
Deixando minhas fantasias obscenas de lado. O livro é ótimo, foge aos padrões dos romances água com açucar que geralmente encontramos por aí, ele não omite os defeitos dos personagens, tentando transformá-los em seres perfeitos, também não omite os detalhes íntimos de uma relação que geralmente temos vergonha de expor. A autora tornou sua obra perfeita por ter uma mente aberta e quebrar o tabu que paira sobre nossas cabeças, inclusive o meu próprio. Fora que, não é sempre que uma mulher arregaça as mangas e vai a luta.
Gostei tanto que sem sombra de dúvidas já encomendei os outros três livros da série, e pra minha felicidade, eles chegarão amanhã, YES! E como uma legitima nerd, admito que não vejo a hora de lê-los, e me conhecendo, sei que até o final da semana já terei terminado todos.

Só pra encerrar, algumas quotes do livro, traduzidas por mim, porque ele é em inglês:

"Kitten, você precisa tomar um decisão. Ou ficamos aqui e nos comportamos ou saímos agora e eu lhe prometo que se formos embora, não me comportarei"
*
"Nada está errado com você, e se você mudar de idéia ou dizer pare, não importa quando, eu pararei. Você pode confiar em mim, Kitten. Diga sim. Diga sim." (SIMMMMMMMMMMM)
*
"Kitten" ele sorriu "Estou longe de estar cansado, você não tem idéia de quantas vezes fantasiei sobre vê-la assim. Durante nosso treinamento, nossas lutas, as noites em que a vi bem vestida, cortejada por outros homens e todas as vezes que você me olha com medo quando quer que eu a toque. Não, não estou cansado. Não até que eu tenha saboreado cada centímetro de sua pele e feito você gritar de novo e de novo."

Thursday, November 5, 2009

Porque?

fofoca
(origem obscura)
s. f.
1. Acto!Ato de querer saber para ir contar a outrem.
2. Facto ou coisa contada em segredo, sem conhecimento do(s) visado(s) ou sem conhecimento real ou efectivo!efetivo.

Sinónimo Geral: bisbilhotice, mexerico

Hoje li um texto de uma amiga e ele me fez pensar, pensar no porque das pessoas adorarem fofocar e dar inicio a guerras infundadas entre familias, amigos e por aí vai.

Vivemos em um mundo em que as pessoas se preocupam mais com a vida alheia do que com a sua própria, não importando o lugar, razão ou circunstância. Suas vidas se resumem em falar do outro e obviamente que, não de uma forma agradável.

A fofoca tem por objetivo caluniar alguém, para arruinar assim sua reputação perante aos outros. As vezes ela começa por uma simples frase proferida na hora errada, quem nunca foi infeliz em dizer algo e se arrepender por saber que aquilo tomaria outro rumo? Somos rodeados por pessoas que mantém suas antenas ligadas durante as 24 horas do dia, esperando por um mero deslize, para posteriormente transformar o que fora dito em uma bola de neve.

No trabalho...há os desocupados, aqueles que sequer sabem o que fazem ali e resolvem que, para ocupar o tempo, deveriam falar mal dos seus "colegas". É incrivel o número de histórias que se ouve em poucas horas de expediente. A fulana que por ter um estilo diferente, acaba tornando-se o alvo principal dos mexericos, e as fofoqueiras de plantão não poupam adjetivos para a mesma, transformando-a em um monstro. Mais imbecis ainda são aqueles que se unem ao fofoqueiro-mor, com suas gargalhadas ridiculas.
Nas famílias, costuma ser pior, embora eu não saiba porque. Em qualquer lugar vemos o quanto as familias vivem em infinitas batalhas, na maioria das vezes porque alguém optou por seguir uma vida que não os agrada. Em algumas famílias, as guerras se dão por herança, como na minha, a briga pela casa da minha avó já se segue por anos, e olha que ela ainda está vivinha da silva e com mais saúde do que eu. A briga se iniciou simplesmente porque meus tios moram junto com ela e não aceitam que após sua morte, o bem deveria ser vendido e partilhado com o restante dos irmãos. Sinceramente não entendo porque dar tanta importância a algo que ficará aqui após morrermos, ninguém levará a mansão, o carro do ano, ou as milhares de notas de dinheiro escondidas embaixo de um colchão. Nem o corpo que vc tentou manter em forma - as vezes de barril - a vida inteira vai com vc.
Algumas famílias também adoram especular sobre a vida dos outros familiares. Quem nunca chegou a uma festa de aniversário - contrariado por ter sido obrigado a ir - e fora encurralado por tios, primos e o diabo a quatro, com milhares de perguntas, a da vez é: "E aí, está namorando? Não? Sério? Mas porque?", e no mês seguinte vc descobre que no diz-que-me-diz fora concluído que vc é lésbica, simplesmente porque não tem um namorado...interessante, não? Eu de certo adoraria entender a linha de racionio inteligentíssima de todos eles. Ah, me poupem!

Fofoqueiros nada mais são do que zeros a esquerda, desocupados, ignorantes...eu poderia passar o dia inteiro procurando definições para eles. Quem fofoca têm consciência de que o mundo não faria diferença caso eles(as) existissem ou não e, por conta disso resolvem tentar destruir as vidas alheias, afinal, já que vc é inútil, então porque não meter o seu nariz onde vc não é chamado? Nada mais justo.
Há um estudo que diz que, aqueles que riem e fofocam dos outros são apenas pessoas que se sentem completamente inseguras com si mesmas e por isso, têm a necessidade de desviar a atenção de si para seu "colega", o diminuindo de todas as formas possíveis - as vezes até impossíveis -, porque claro, é muito mais fácil rir da cara de alguém do que olhar para a sua cara de pau no espelho. Right?

Não sei porque é tão interessante falar dos outros, quem se importa se fulana é puta, se ciclano é gay ou se beltrano quer ter um caso com a prima? A vida é deles...acho que todos deviam reaprender o uso dos pronomes possessivos...sempre confundem deles por meu. Vida dela = Minha vida. Come on, get a life.

Errar faz parte da vida e é humano, mas convenhamos que insistir no erro, é burrice.

E fica a pergunta, pra que tantas picuinhas se no fim todos iremos igualmente pra baixo da terra?

C'est la vie...

PS: NÃO escrevi esse post para alguém, mas se a carapuça serviu...te digo que nunca é tarde demais pra mudar.