Can you do it?

By 1:41 AM


É madrugada de sábado para domingo. Cheguei em casa há cerca de uma hora, do que supostamente seria uma comemoração do meu aniversário - que será em menos de 24 horas.

Eu particularmente detesto aniversários, nunca fui fanática por eles e o passar dos anos tem apenas agravado a situação, mas embora eu os deteste, eu ainda tento - com todas as forças - me divertir. Hoje, reuni alguns amigos e resolvi ir a um bar, apenas para no fim poder dizer que não "deixei passar em branco". E sim, foi ótimo, ri bastante e o melhor, com pessoas que realmente gosto. Mas por inúmeras vezes eu sentia um vazio crescer dentro de mim como um monstro. Eu o ignorava, como ignorei durante anos, mas em certos momentos, o rosnado se torna tão feroz que é impossivel não notá-lo.

Há momentos em nossas vidas em que nos sentimos completos. Temos um bom emprego, ótimos amigos, uma família excelente. Mas mesmo assim, muitas vezes há aquela contínua sensação de que falta algo. Mas o que? Seria porque nunca estamos satisfeitos com o que temos?

Hoje conversava com um novo amigo no MSN. Discutíamos a complicação dos seres humanos. Porque ao invés de aceitarmos que 1+1 é 2, temos que complicar a equação e insistir em um resultado igual a 3? Porque o ser humano se afoga tanto em pensamentos pessimistas, que não o levarão a lugar algum? Porque não podemos agir por impulso em prol da felicidade? Afinal, não há tantos ditados que dizem "Viva o hoje, pois o amanhã não nos pertence"? Então porque é tão difícil - se não impossível - colocar palavras aparentemente tão simples em prática?
Há tantas coisas que eu gostaria de fazer ou simplesmente dizer à alguém e nunca o fiz, pelo simples medo de falhar. Mas qual é a graça de viver assim? Qual a graça de abraçar uma rotina sem desafios, surpresas e até mesmo sem desapontamentos e frustrações?

Recentemente me envolvi com um homem que se dizia apaixonado por mim, mas que ao mesmo tempo me dispensou por achar que as coisas não dariam certo e preferia terminar a me magoar futuramente. E a impulsividade, espontaneidade, onde ficam? Qual graça teria em vivermos se soubessemos os resultados de todos os passos que damos na vida? A graça não deveria estar em se arriscar e ser feliz caso os planos dessem certo? Ou então em simplesmente seguir em frente caso não dessem? Nós complicamos (elevado a potência 10) coisas que deveriam ser simples. Criamos fórmulas e mais fórmulas e no fim, nos perdemos em meio a todas elas, dando margem ao sofrimento, solidão e vazio.

Então encerro esse post de bêbado, com um conselho: seja impulsivo, nem que seja por um só dia, faça algo que vc sempre se impediu de fazer. Diga ao seu amigo que ele o atrai, ou diga ao ex-namorado que o ama. Chame alguém pra sair, mesmo que as chances de ouvir um sim sejam pequenas.
Há muito mais ganhos do que perdas na impulsão, pois com ela, ao menos vivemos e descobrimos o lado doce e amargo da vida.

Um brinde à coragem. Boa noite.

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