Wedding

By 10:36 PM

Essa foi a semana do recomeço. A semana em que tive que acordar todos os dias e ter que acreditar que nosso cãozinho não estava mais entre nós. Foi dolorido e triste. Chorei e sorri ao lembrar dele, mas, os dias passam, a dor e a saudade acabam sendo minimizadas diante dos problemas e afazeres do dia-a-dia.

Na última sexta-feira, fui ao casamento de uma prima. Não sou fã de casamentos, sempre saio deles com uma vontade absurda de me jogar de alguma ponte, mas resolvi ir apenas pra prestigiar alguém que fez parte da minha infância. O dia estava quente e por isso, escolhi um modelito bem à vontade e curto. Chegando ao local, o ar-condicionado que estava provavelmente regulado em uns 15 graus - ou menos, me fez xingar internamente todas as gerações das pessoas ali presentes. Não foi muito legal ficar 3 horas encolhida e tremendo de frio. Mas, shit happens, right?

Tirando o ocorrido, enquanto eu estava sentada em uma cadeira mega desconfortável, esperando o início da cerimônia, lembrei de uma comédia romântica que assisti há um tempo atrás (Vestida pra casar). Em um trecho do filme, dois protagonistas discutiam sobre a parte preferida deles em um casamento. Ambos disseram que em uma cerimônia, todos se viram para a porta e aguardam ansiosamente pela entrada da noiva, e que é nesse momento que eles olham pra pessoa "menos importante" naqueles 120 segundos, o noivo. E foi então que me virei e olhei para o rapaz, que estava nitidamente tenso, com um sorriso tímido no canto dos lábios, provavelmente no intuito de mascarar o medo, e mexendo as mãos freneticamente. Quando a porta se abriu e minha prima entrou, aquele sorriso discreto do noivo se abriu, revelando o brilho de seus dentes e ao mesmo tempo, uma calmaria, como se vê-la ali o livrasse de qualquer medo, ansiedade e etc.

Casamentos pra mim sempre acabam em uma noite de pura reflexão, é isso o que acontece com pessoas que não tem o hábito de encher a cara. As pessoas que bebem geralmente se privam desses diálogos internos, mas, não é o meu caso, então, a maior parte do tempo em que estive ali, eu fiquei me perguntando se algum dia, eu passaria por aquilo tudo. Enfim, bobagens que só as mulheres entendem.

Depois de muito sofrimento por culpa do filho da puta do ar-condicionado, cheguei em casa por volta das 3 manhã já irritada com o fato de que acordaria as 7 pra ir trabalhar. Mas, o restante do fim de semana foi pra lá de tranquilo, não há como não ser quando visito minha avó e tiro uns cochilos com ela no sofá ou então quando sentamos na cozinha pra tomar café com bolo e fico escutando suas histórias por um longo tempo. É super engraçado quando ela me faz uma pergunta, e dali 5 minutos, faz a mesma pergunta novamente. E acreditem vcs ou não, eu não me irrito com isso, pelo contrário, brinco com ela e dou muita risada. Mas, vamos deixar a avó pra um próximo post, né?

O domingo finalmente acabou, com um possível resfriado, muita dor no corpo e uma multa de rodízio, delícia, né? Boa semana pra todos vcs :)

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