Paradoxo

By 10:16 PM

Eu sempre parti do princípio de que tudo na vida é valido, contanto que não prejudique a ninguém além de vc mesmo. Vivemos em um mundo cheio de leis e punições (teoricamente), porém, há algo que transcende tudo isso. O livre arbítrio. Independente dos resultados e consequências, sejam elas boas ou ruins, sempre temos a opção de escolher o caminho que queremos seguir.

Como já afirmava nosso ilustre Raul Seixas: "Faz o que tu queres pois é tudo da lei". E é bem por aí mesmo, todos têm o direto de fazer o que lhes convém. Seja uma vida promíscua, ou totalmente workaholic, ou a vida repleta de filhos, não importa. O que importa - ou deveria importar - é: até onde eu deveria ir pra alcançar o que quero sem prejudicar outras pessoas no processo? Para a maioria das escolhas, é inevitável o envolvimento de segundos, terceiros, quartos e por aí vai.
Pra quem opta pela vida promíscua, é imprescíndivel a presença de um homem ou de uma mulher pra que ela exista, mas, seria justo se a outra pessoa tiver uma visão e um desejo diferente? Seria justo usar essa pessoa pra satisfazer um prazer seu - sem que ela saiba a verdade - sendo que no fim a mesma acabará frustrada e magoada por ter uma "falsa" idéia a seu respeito e das coisas que aconteciam entre vcs?

Ou então, no âmbito profissional. A maioria das pessoas ingressam em uma carreira ou trabalho com milhares de ambições, todos (sem exceção) queremos crescer na vida, ter rótulos que emanam poder e um bom salário, mas todos sabemos que o processo as vezes é extremamente lento, podendo levar anos ou até mesmo nunca acontecer e com isso, algumas pessoas utilizam de alternativas pra se assegurarem de que os seus sonhos serão realizados, em algumas situações é preciso que alguém caia pra que vc suba e é aí que dá-se inicio a puxação de tapetes. Mas agora fica a pergunta, isso é valido? Ter que sacrificar alguém propositalmente pra que vc consiga o que quer?

Arrisco dizer já ter conhecido todos os tipos de pessoas possíveis ao longo da minha vida. Desde as mais generosas, que passam a vida inteira de pão e água mas que jamais prejudicariam alguém só pra mudarem de vida, até as mais frias e calculistas, que não medem esforços pra chegarem ao topo, passam por cima de tudo e todos, visualizando apenas o troféu que supostamente as aguarda. É triste viver nessa época umbiguista, em que apenas o seu próprio sucesso importa, em que ninguém olha para os lados, em que ninguém para pra ouvir o que os outros precisam e sentem. O seu sofrimento e sua necessidade é sempre maior, a do outro é sempre exagerada e extremista. Um paradoxo?

Mas então, volto ao ponto principal do post: o tal do livre arbitrio. Sejam as escolhas certas ou erradas, cada um segue a vida a sua forma. E vc, já parou pra pensar nas suas escolhas?

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