Sob a mira de Murphys revoltadus

By 8:52 AM

Ontem tive um dia que provavelmente rendeu ao nosso ilustre Murphy dezenas de orgasmos.
Pela manhã, tive a primeira aula cancelada e como a próxima só começaria dali a 4 horas, resolvi enrolar um pouco mais na cama, pois apesar de amar o frio, admito que a dificuldade pra levantar em temperaturas abaixo de 15 graus é imensa. Mas, depois de muita enrolação, finalmente criei coragem e levantei, tomei o café da manhã de sempre e antes de sair, lembrei que ainda tinha que imprimir alguns exercícios pra aula e foi então que o dia "com o pé esquerdo" iniciou. A impressora resolveu adquirir vida própria e começou a engolir todos os papéis, e depois, pra garantir que minha paciência esgotasse, imprimiu as folhas todas pretas, o que deve ter consumido mais da metade do cartucho. Mas, perseverante como sou, contei até 8000 e tentei de novo e de novo...e de novo, até que finalmente consegui fazer com que ela funcionasse direito e então, fui para o trabalho.

A parte da manhã foi razoavelmente tranquila, tirando a parte em que minha pressão caiu e tive que dirigir com a sensação de ter ingerido 20 kgs drogas e que dei uma hora de aula ao lado de um banheiro que fedia a defunto. Eu nunca desejei tanto não ter nariz como naqueles 60 minutos. Ontem foi também o aniversário da minha mãe e como uma péssima pessoa pra comprar presentes, optei por passar em uma floricultura e deixar meu rim como pagamento pra dar a ela o buquê de rosas colombianas mais lindo e mais caro da loja. Que ela adorou, ufa.

E logo no início da tarde, saí pra rever uma amiga que não via há um bom tempo. E enquanto fazia um retorno, acendeu uma luz no painel do carro, e eu já lancei um "Caralho, o que é essa luz?" e a amiga, em um tom calmo, responde: "Não sei, não deve ser nada" e já em desespero, pedi que ela pegasse o manual do carro dentro do porta luvas e enquanto ela o folheava, procurando o símbolo que piscava freneticamente, eu continuei dirigindo, quando começou a fazer um barulho tenebroso no motor do carro, e então pensei "FODEU, vai explodir" e parei o carro no meio da avenida, e , através do manual, descobrimos que o o símbolo significava o super aquecimento do motor. Como uma pessoa que não entende bulhufas de carros e afins, peguei o telefone e liguei para o salvador da pátria. Meu pai. E o mesmo quase se teleportou pra onde eu estava com um balde d'água. Ele encheu o recipiente do motor com a água e resolveu ficar com o carro caso ele quebrasse outra vez. E quebrou. Mais tarde descobri que a poucos kilometros dali, o carro superaqueceu outra vez e meu pai teve que acionar o guincho. Me safei dessa. Chupa, Murphy.

E hoje o dia já começou zoado outra vez. Acordei as seis da manhã, desci as escadas tremendo por causa dos 8 graus que faziam e fui para o trabalho. E não é que o aluno resolveu perder a hora e me deixar plantada lá por meia hora? Voltei pra casa enfurecida, pensando o que mais acontecerá hoje pra que a semana encerre com chave de ouro. Murphy recarregou as baterias essa semana e paira sobre a cidade de São Bernardo do Campo, mais precisamente no Demarchi. Maldito!
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