Cartinha pro Papai Noel

By 5:33 PM


Todos que me conhecem sabem o quanto eu detesto Natal e Fim de ano e sim, eu reclamo praticamente o tempo todo a respeito das datas e também fico insuportável, diga-se de passagem, sempre que sou "obrigada" a ouvir músicas de Natal ou coisas do gênero. Todo esse "ódio" não tem um motivo específico, são apenas datas tristes e que, se eu pudesse, deletaria dos calendários. Acho que pra mim, elas tem um efeito contrário, enquanto a maioria das pessoas festejam, enchem a cara e etc, eu me recolho, reflito sobre o ano, e a melancolia acaba tomando conta de mim. É inevitável.

Mas, esse ano eu pensei que ao invés de ficar reclamando nonstop, eu poderia fazer algo de útil e foi então que decidi ajudar crianças carentes. Afinal, nada como um tapa na cara pra que a gente pare de reclamar de bobagens e dê um pouco mais de valor às coisas que temos. Mas a pergunta que não queria calar era: ajudar como? Um monte de idéias passaram pela minha cabeça, o que não me falta é criatividade, o problema é conseguir colocar tudo em prática. Mas então, como se o universo tentasse chamar a minha atenção, comecei a ver centenas de pessoas falarem sobre cartinhas de crianças carentes nos correios e foi o que escolhi fazer.  Porém, Dezembro tem sido um mês pra lá de corrido e por isso, só hoje eu consegui parar e ir até o correio escolher alguma(s) carta(s).

Fui acompanhada da minha mãe, que logo de início já me irritou profundamente por insitir em dizer que eu deveria andar com o vidro do carro fechado em um calor de 33º porque em todos os faróis, ela acreditava piamente que os motoqueiros eram assaltantes, coisa de gente bitolada que assiste jornal o dia inteiro. Mas enfim, de volta ao tópico, chegamos lá e demos de cara com um monte de caixas gigantescas que faziam parte da campanha "Carta pro Papai Noel", e foi legal saber que há muito mais gente ajudando do que eu imaginava. Fui até o balcão e o rapaz com a aparência de alguém que não dormia há uns 5 dias, me entregou uma caixa com pelo menos umas 100 cartas dentro. Sentei numa das cadeiras e comecei a ler uma por uma. Haviam todos os tipos de cartas possíveis, desde as  "Quero um jogo de cozinha pra minha mãe" ou "Quero uma bicicleta, um NOTBOCK e um xbox" (os erros de português eram absurdos) até as mais simples e emocionantes como "Queria só uma roupa e uma sandália pra passar a noite de Natal". E algumas das cartinhas tinham vários desenhos, uma fofura.
Mas, como meu salário de professora não me permite dar biciletas, NOTBOCKS e video-games, eu resolvi seguir a linha da "emoção" e no fim, saímos de lá com 6 cartinhas e com a intenção não só de dar as roupas que eles pediram, mas também algum brinquedo que eles provavelmente gostarão como crianças.

Voltando dos correios, já parei em alguns lugares pra comprar pelo menos uma coisa ou outra, afinal, o Natal já está batendo na porta. Só fico triste pois, infelizmente não poderei ver a reação das criancinhas ao receberem os presentes, certamente não há nada mais gratificante do que vê-las sorrindo ao abrirem o embrulho e darem de cara com o que pediram - ou até mais.
E quem sabe essas crianças que tiveram a sorte de serem escolhidas, não tenham também um pouco mais de esperança na vida e consigam batalhar pra serem grandes pessoas no futuro.

E essa foi minha lição do mês e a meta pra 2012 definitivamente é: reclamar menos, fazer mais :)

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