Who are you?

By 10:46 PM

Existe tarefa mais ardua do que falar de si mesmo? Quem nunca foi a uma entrevista de emprego e desejou o apocalipse ao ouvir a pergunta "Quem é vc"?

Sou professora e diariamente me deparo com novos alunos, e no intuito de ter uma aula menos "business-like", reservo os primeiros 20 minutos para conhecer um pouco sobre alguém que nunca vi na vida. Acabo proferindo as mesmas palavras que me assombram, "Quem é vc?"

Alguns alunos desviam o olhar, pensando na resposta adequada ou então replicam timidamente "O que vc quer saber?", contudo, outros desembestam a falar, narrando cada trecho de suas vidas - incluíndo os desnecessários, o que transforma a aula em uma sessão de terapia.

Infelizmente, em certos momentos, o feitiço vira contra o feiticeiro, já houveram alunos que atreveram a retornar a pergunta, "Agora me fale sobre vc teacher". O tapa na cara é quase que instantaneo, sinto meu coração acelerar e sem sombra de dúvidas, meu rosto é tingido de azul, roxo, vermelho e por aí vai. Na maioria das vezes consigo esquivar-me da pergunta, mudando o assunto com eficiência, mas pro meu desprazer, muitos deles são inteligentes e insistem.

O intuito desse post, é pra meramente encorajar as pessoas a responderem a essa pergunta, vc já parou pra pensar em quem vc realmente é? Quem se esconde por detrás da carcaça que vc exibe diariamente?

Ao longo dos anos, conheci milhares de pessoas, e poucas delas ainda fazem parte do meu presente. E essas, esporadicamente me lembram quão pouco falo sobre mim. Amigos que conheço há mais de 9 anos e que sabem pouco mais do que meu gosto insano por livros vampirescos.
Esse é um dos meus maiores defeitos - ou qualidades. Eu não gosto de tagarelar sobre minha vida, em parte por não querer me tornar entediante, mas principalmnte porque quanto mais informações vc divulga, maiores serão as chances de tudo se voltar contrar vc. Muitas pessoas fazem parte do seu mundo apenas pra te verem cair, mas claro, sem generalizar, há muitas almas boas por aí.

Outro ponto fortíssimo em em mim é a apreciação pelo silêncio e "solidão". Adoro me trancar em meu quarto por horas e esquecer da vida, das pessoas, enfim, de tudo. Se vc quer me irritar, me interrompa enquanto leio ou me perco no meu mundinho virtual. Certas pessoas possuem a contínua necessidade de preencher o silêncio e desatam a falar de forma extremamente irritante, o que apenas faz com que eu viaje, ao invés de ouvir ao que a pessoa fala. Eu falo apenas quando julgo necessário, não disperdiço palavras com futilidades. Uma vez me aconselharam "Fale tudo o que vier na cabeça, bobagem ou não", ok...mas pra que? Só pra me tornar popular? Qual a graça em ser conhecido se for só como um idiota? Prefiro ser conhecida por ser ponderada e falar as coisas certas - e na hora certa - do que ser conhecida como a tagarela que aproveita todas as oportunidades pra falar mal de alguém ou pra contar uma piadinha sem graça.
O silêncio tem mais vantagens do que desvantagens. Falar somente na hora certa me transformou em uma pessoa extremamente observadora. Tenho olhos de águia, como uma vez me disseram - extremamente exagerado. Percebo coisas que muitos deixam passar em branco. Não que eu realmente me orgulhe disso, há coisas que não deveriam ser ouvidas ou vistas.

Cada pessoa é única, com seus medos, alegrias, sonhos, histórias e etc. O real problema é que o mundo não sabe respeitar o espaço do outro. As pessoas julgam, apontam dedos, ao invés de entenderem que ninguém é igual, tampouco estão no mundo pra te agradar. Muitas pessoas me condenam por ser como sou, muitas zombam da minha timidez ou de outras características específicas minhas. Essa semana tive o desgosto em ouvir minha mãe me atribuir um novo adjetivo, e fiquei horas a pensar em como é fácil falar do outro.

Enfim, acho que o post acabou perdendo seu objetivo inicial.
Deixando o stress de lado, terminei outra série de livros.

Li todos os seis da mesma forma ridiculamente rápida de sempre.
Os livros narram a história de uma espécie alienígena de vampiros que habita nosso mundo há séculos. Os Warriors (Guerreiros) passam os dias combatendo o mal e eliminando Rogues (Renegados), que nada mais são do que vampiros que sucumbiram a luxuria por sangue. Cada livro conta a história de um dos guerreiros, todos são repletos de ação, tensão e claro, puro romance. Os guerreiros encontram suas Breedmates (Companheiras) - humanas nascidas com um DNA diferente, as únicas com quem os vampiros podem criar um laço de sangue e procriar. Todos os livros expoem os defeitos de cada vampiro, e os mesmos nunca estão em busca de amor, apenas de sangue e justiça, mas o destino os colocam nas vidas de suas "Companheiras", e por fim, eles se permitem viver paixões intensas, e o bom da Lara Adrian é que ela não poupa detalhes. Amei.

Boa semana pra todos.

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