Enjoy the silence

By 11:42 PM

"Words like violence, break the silence. Come crashing in, into my little word. Painful to me, pierce right through me, can't you understand, oh my little girl

All I ever wanted, all I ever needed, is here in my arms. Words are very unecessary, they can only do harm"


Achei que as coisas melhorariam com o passar dos dias, mas não melhoraram. A semana inteira foi estranha, aquela sensação de falta de energia física e mental, eu não queria trabalhar ou sequer sair da minha bolha. Mas me obriguei a sair, não por mim - se dependesse de mim, eu ficaria ali pra sempre - mas pelos outros, eu sempre evitei ao máximo confrontos nos quais te questionam sobre o que está acontecendo. Eu detesto aqueles olhares analíticos, e não importa o quanto vc tente se explicar, o diagnóstico será sempre o mesmo: Louca. Inconscientemente, criei uma máscara, cuja me protege de qualquer investida indesejada de algum amigo e/ou familiar. Meus dias são na maioria das vezes sorridentes, embora por dentro, eu esteja em lamúrios.

Acredito que seja o fim do ano, eu realmente detesto essa época. A maioria das pessoas se preparam pras festas, comprando presentes, planejando viagens, ceias, ligando pros familiares na ansia de decidir na casa de qual infeliz o evento será esse ano. E eu...bem, sou basicamente dominada por uma onda de depressão, na expectativa de que tudo acabe tão rápido quanto começou. Eu queria poder dormir no dia 24 e acordar só em 2010, mas, infelizmente isso só acontece em filmes, então tenho que vestir a armadura e ir a luta, dia após dia. Não sei porque toda a aversão, talvez por ser um período de reflexão, em que repasso todos os acontecimentos do ano, geralmente só os ruins, rs.
Mas tentando pender pro lado otimista, eu preciso de uma reviravolta em minha vida, quem nunca cansou da mesmice e resolveu que é hora de mudar? O grande problema é que somos movidos pelo medo, o medo do desconhecido. É muito mais fácil aceitar o comodismo a ter que lutar contra ele e encarar os obstáculos a nossa frente. Medo sempre foi meu maior inimigo. Medo da exposição, das críticas e principalmente, do fracasso. Por muitas vezes me deparei com vários enigmas, optando sempre por ignorá-los a ter que erguer as mangas pra desvendá-los. Mas eu realmente gostaria que ao menos uma vez, eu conseguisse agir impulsivamente, não dando ouvidos a vozinha que sussurra continuamente bem lá no fundo, me obrigando a ver apenas os contras de todas as situações.

Mudando de assunto, semana passada teve seu lado produtivo, consegui finalmente terminar o epilogo do meu livro. Ao escreve-lo, tentei ignorar minhas próprias barreiras e deixei as palavras fluirem...sem pudor, sem filtros. Me espantei com o resultado final, não acreditando que tudo aquilo viera de dentro de mim. Tenho certeza de que muitas pessoas também ficarão impressionadas ao lerem, por também não imaginarem que tudo aquilo se passa em minha cabeça. Ao reler as páginas inúmeras vezes, pensei em editá-las, mas não irei, simplesmente porque um livro deveria refletir a alma de um escritor e não a falsa impressão que ele gostaria que os leitores tivessem.
Após quase 4 meses de constante transe enquanto escrevia, terminei minha "obra". Agora dei início a edição, modificando alguns parágrafos e palavras de forma que me agradem mais. Depois, tentarei traduzi-lo e quem sabe conseguirei realizar o sonho de vê-lo publicado. Nada é impossível, certo?

Bom, depois do post desabafo, tentarei dormir.
Mais uma semana começa, é hora de encorporar o personagem, subir as cortinas e dar início a mais um ato de nossas vidas.

Guten nacht.

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